O Saramago falou do grunhido, e eu achei ótimo, assinei veementemente embaixo, cheia de ideias contra a suposta superficialidade do Twitter etc. Até que ontem, durante um café ou dois aqui em Laranjeiras, a Celina Portocarrero me explicou que não se trata disso. Segundo ela, são como posts-haikais.
Com isso ela me ganhou para a coisa, e lá estou eu no Twitter faz umas 24 horas.
Mas me mantenho firme na crença de que bom mesmo é vida ao vivo. E que nenhuma rede social virtual substitui encontros, conversas, a experiência direta das coisas e o convívio real, occhi occhi, com as pessoas. Importante é saber separar o joio do trigo, usar certos recursos pelo que eles têm de prático, útil e interessante. Depois dar um pulo ali na rua para comprar um pão, dizer oi ao jornaleiro, sentir na cara o pingo da chuva. Aliás, está na hora de encerrar este post.







